Mochilão América do Sul – Dia 16

Dia 16 – 28/04/12 – sábado

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Para ouvir:

Modest Mouse – Ocean Breathes Salty

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Sabadão é dia de passeio. Norberto, o pai da família, diz que não posso ficar em casa o dia todo. Assim, ele, Lili (a mãe) e Ayelen me levam conhecer o porto de Bahía Blanca que, na verdade, fica em uma localidade bem ao lado, chamada Ingeniero White.

Aqui fica o pólo petroquímico de Bahía Blanca, onde está a maior indústria de fertilizantes do mundo.

A primeira parada é o porto. O dia nublado e as fumaças expelidas por várias chaminés dão um clima sombrio ao lugar, que tem areia negra e mar escuro. Anexo ao porto está o Clube Náutico, um pouco abandonado, mas ainda em atividade.

Daqui vamos ao museu do porto, que não passa de uma casa antiga com fotos, objetos e histórias de tempos áureos, quando o lugar era mais importante e movimentado. Uma viagem aos primeiros anos do século passado.

A próxima atração é a construção de uma usina antiga. Um prédio muito bonito, porém abandonado. A tecnologia chegou e a velha usina foi deixada esquecida, sem utilidade. Ao seu lado, em um galpão, está o Museo Ferrowhite, que mostra como funcionavam as máquinas e a vida dos trabalhadores ferroviários e portuários. Simples, mas interessante. Um tiozinho-guia é uma atração à parte. Fala como se não houvesse amanhã, talvez pra tirar o atraso das horas em que o museu não recebe nenhum visitante.

Em uma de suas explicações, começa a falar tão rápido que é impossível para alguém não fluente em espanhol entender alguma palavra. Quando ele desvia sua atenção de mim, aproveito pra olhar em volta e arejar o cérebro. Então percebo que Ayelen está se divertindo com a cena. Ele falando ininterruptamente e eu com um ponto de interrogação estampado no rosto. Isso não se faz!

À noite, outra balada. Primeiro, passamos em um albergue pegar um suíço que Ayelen conheceu no site CouchSurfing. Tomamos umas cervejas em um bar e vamos para a casa de uns amigos dela fazer esquenta. Puta que pariu, quanta gente falando espanhol ao mesmo tempo. Assim fica difícil. Enquanto as meninas conversam, os caras jogam truco. Uma cena um tanto quanto familiar. Fico na fila pra ser o próximo no truco, com um parceiro. Sento pra jogar e descubro que de igual, o jogo só tem o nome. Aqui não existe o vira e jogam com todas as cartas. Que truco é esse? Desencano e vou prosear com as meninas, Peter (o suíço) e um equatoriano que também está aqui pelo CouchSurfing.

Peter tem família no Brasil, esteve por lá durante dois meses. Fala muito bem português. Desencanado com a vida rotineira, tranquilão. Seu jeito lembra a de um amigo, o Hiro. Mais um motivo pra me sentir em casa.

Já tarde, hora de ir pra balada. Funciona assim: se beber qualquer coisa no barzinho conjugado, não paga pra entrar. Se não beber nada, paga AR$ 40,00. Adivinha! Cervejinha vai, cervejinha vem, até entrar na balada são mais de 3 da manhã. Baladinha legal. Como em todo lugar por aqui, não podia faltar Michel Teló e companhia. Nem tudo é perfeito!

Fotos, mais fotos!

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~ por rocisman em 09/11/2012.

2 Respostas to “Mochilão América do Sul – Dia 16”

  1. Mais detalhes desse truco loco aí por favor.. =P

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