Mochilão América do Sul – Dia 29

Dia 29 – 11/05/12 – 6ª-feira

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Para ouvir:

R.E.M. – It’s The End Of The World As We Know It

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É impressionante como as pessoas têm o poder de transmitir boas energias. Viajando descobri que ainda há muita gente boa no mundo. Falo isso porque é estranho acordar na casa de alguém que não conhecia até a noite anterior e, mesmo assim, me sinto bem, como se estivesse na minha casa. Nada como uma noite de sono decente!

Depois de tomar café, quase na hora do almoço, César vem do trabalho para nos levar até a companhia de van que faz o trajeto até Ushuaia. Sophie esqueceu a capa da mochila no carro de Humberto. Minhas luvas sumiram, devem estar lá também. Digo que pegamos na volta, sem problemas!

Já sentado na van, olhando pro nada e pensando em tudo que aconteceu até agora, vejo Humberto no meio da rua, dando tchauzinho pra mim. Veio correndo antes de partirmos para entregar a capa. E as luvas. Maravilha!

Mais um pouco de estrada pela frente. No começo, a mesma paisagem de sempre. Conforme avançamos, vejo algumas árvores secas, montanhas, precipícios. A van vai devagar quase parando para não derrapar. Tudo piora com uma névoa densa no meio da pista, que acaba com a visibilidade.

O perigo passa. A estrada continua contornando os montes e… lá está. Escondida atrás de duas montanhas, mais ao fundo, um pouco tímido, mas já imponente. O primeiro pico nevado que eu vejo. Coisa linda! Um oásis alvo e imaculado depois de tanto tempo andando por infinitas planícies amareladas. É muita emoção. E mais outro, e outro, e outro. Uma cadeia de montanhas nevadas. Fico tão admirado que nem me dou conta de que chegamos. Ushuaia, muito prazer. Encantado.

Na entrada da cidade, o motorista precisa passar a lista de passageiros no controle policial. Ninguém sai ou entra despercebido.

A van deixa cada passageiro em seu destino. A cidade está cravada nas montanhas. Ladeiras pra todo lado. E o Canal de Beagle logo ali, pra comprovar aos mais incrédulos que o fim do mundo é realmente aqui.

Procuramos o Hostel Cruz del Sur, pra onde já havia mandado e-mail perguntando sobre vagas. Conversando com o recpcionista, descubro que não é neste endereço. Eles se mudaram, e abriram outro aqui. Lá vamos nós pelas ruas íngremes procurar pelo hostel certo.

Depois de tantos dias passando perrengue, a alegria de estar no destino é muito maior que o cansaço. Merece uma comemoração. Quatro garrafas de vinho pra dentro deixa a visão embaçada e pernas trançando. Bêbado e feliz no fim do mundo. Cara, que viagem!

Acompanhe a viagem pelo mapa:

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~ por rocisman em 07/01/2013.

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