Mochilão América do Sul – Dia 48

Dia 48 – 30/05/12 – 4ª-feira

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Para ouvir:

Ben L’oncle Soul – Seven Nation Army

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Mais um dia de carona. Só não saímos cedinho do hostel porque o café da manhã demorou pra ficar pronto. Foi o pior albergue que fiquei até agora. Na verdade, parece mais um pensionato. O cara que trabalha aqui é gente boa, mas nada de profissionalismo. Tem a ver com a cidade, sem nenhum atrativo.

Pegamos o ônibus e dez e meia chegamos à Ruta 25 em Gaiman. A cidade é tão pequena que somos uma atração por onde passamos com as mochilas. Um tiozinho nos cumprimenta três vezes e começa a conversar. Diz que com certeza conseguiremos pegar carona. Que bom!

O tempo está fechado, com cara de que vai chover. Passam poucos carros, muito menos que ontem. Caminhão é uma raridade. Dos que vemos fazer a curva na estrada lá atrás, a grande maioria entra na cidade. As horas voam. Nem a petaca consegue amenizar o frio.

Um carro para. No meio da estrada. A conversa é rápida, tenho medo de causar um acidente. O motorista diz que só vai até Dolavon, outro povoado a poucos quilômetros daqui. Agradecemos, mas não serve.

Mais três carros param. Uma tiazinha, também no meio da pista, um casal de japonês e um bombeiro. Todos vão a Dolavon. Não, obrigado! Melhor ficar aqui perto de Trelew que ir até outro povoado mais longe.

O frio é insuportável. A peteca tenta ajudar, mas não consegue fazer o corpo parar de tremer. Tá difícil ficar aqui. Pior que o vento gelado, é a falta de esperança em conseguir carona. A estrada é deserta. Só temos uma bolacha pra comer. Lembramos que vimos um restaurante universitário em Trelew, baratinho. Já são uma e meia da tarde, estamos há três horas aqui. Não dá mais. Decidimos voltar, comer e pegar um ônibus até Esquel.

Foi a primeira tentativa frustrada de carona, pelo que me lembre. Um pouco triste por não ter conseguido, mas faz parte. Temos que saber quando somos vencidos.

De volta à cidade, corremos até o restaurante, a uma quadra da rodoviária. Fechou há 10 minutos. Só abre pro jantar, às 20h. O ônibus pra Esquel sai às 21h30, pelo menos dá tempo. O almoço é um hambúrguer em uma lanchonete que parece ser uma rede, o McDonald’s da Patagônia.

Temos tempo de sobra até a noite. Cansados e sem muita coisa pra fazer, sentamos em um café na rodoviária e pedimos uma cerveja. Goles pequenos e espaçados para render. Pra quem viaja sem planos, a paciência tem que estar sempre ao lado. Ao menos aqui dentro não faz frio, estamos sentados. Reclamar por quê?

A noite chega, vamos ao restaurante universitário. Cardápio do dia: sopa, lentilha com legumes, suco à vontade e laranja de sobremesa. Uma refeição pra alegrar qualquer estômago. Pelo menos alguma coisa valeu a pena na cidade. Pra não ser injusto, tem um Museu Paleontológico na cidade que parece ser bem interessante. Não entramos por falta de grana, a situação está apertada. Ainda tem muita estrada pela frente.

Agora, é sentar no ônibus, dormir e acordar em uma cidade que, espero, seja mais atrativa que Trelew.

Veja a rota no MAPA

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~ por rocisman em 05/03/2013.

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