Mochilão América do Sul – Dia 53

Dia 53 – 04/06/12 – 2ª-feira

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Para ouvir:

Memphis La Blusera – Montón de Nada

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Já tarde, depois de uma certa dificuldade de acordar, saímos do hostel para ir, de ônibus circular, até o Cerro Otto, onde pode-se pedalar ao redor do morro. Um passeio recomendado por muita gente.

Conversando em pé no busão, um cara barbudo, com um gorrinho peruano igual ao que comprei em Buenos Aires, pergunta pra gente.

– De dónde son?
– De Brasil.
– Que ciudad?
– São Paulo. Y vos?
– De Brasil también. Fortaleza.
– Então a gente pode falar em português, em vez desse portunhol mequetrefe, né não?

Ele, Ítalo, e seu amigo, Renato, também são publicitários. Também pediram demissão no emprego. E também estão viajando pela América do Sul. Criaram um projeto chamado Largando Tudo, onde postam fotos, vídeos e relatos da viagem. Coisa de publicitário, não tem jeito. Vamos conversando até eles descerem em um ponto, no Cerro Campanário. O nosso é o próximo.

O aluguel da bicicleta pra fazer o passeio é de AR$ 90,00 (R$ 45,00). Caro! Considerando que temos só três horas e meia, já que ele fecha às 17h, fica muito mais caro! Deixa pra lá. Decidimos voltar a pé até o Cerro Campanário, onde não temos que pagar.

Damos uns 50 passos e cruzamos com uma menina, que pergunta sobre o aluguel e o passeio de bike. Explicamos. Ela concorda sobre ser caro e resolve ir com a gente.

Alena é alemã, tem 19 anos, mora em uma cidade na grande Buenos Aires, onde faz trabalho voluntário com crianças carentes.

No Cerro Campanário, subimos por uma trilha até o topo, entre diversas árvores. Praticamente escalamos. O danado do morro é alto e íngreme. Todo esforço tem uma recompensa, dizem. E que recompensa! A montanha está rodeada por um lago com água incrivelmente azul. Um incauto poderia se perguntar se é o céu que reflete o lago, ou o lago que espelha o céu. Entre eles, o vento passeia livremente.

É assim que funciona em um mochilão: saímos em dois do hostel, voltamos do passeio em cinco. Caminhamos por 5 km até achar um lugar na beira da estrada que recarregue o cartão do ônibus. Este é o mal de algumas cidades argentinas. Os ônibus circulares só aceitam cartão magnético. Compra, recarrega e anda. Se acaba o saldo, ferrou!

À noite, como combinado e já é de costume, vamos a um pub, na mesma rua do hostel. Chama Konna Bar. O happy hour vai até as 22h. Compra um pint de cerveja artesanal, ganha outro. O preço é AR$ 20,00. Nesse esquema, cada uma sai por AR$ 10,00. Pra ficar bem claro: R$ 5,00 cada pint de uma cerveja artesanal deliciosa em um pub de Bariloche. Com amendoim incluso, pra petiscar. Seguimos o ritual de experimentar todas: rubia, roja, negra. A melhor é a escolhida pro repeteco. A escura sempre ganha. Acho bem difícil esse placar mudar até o final da viagem. Mas é bom sempre continuar experimentando, vai saber.

No hostel, aprendemos a jogar gamão com um australiano gente boa. É a diversão da galera. Tomar vinho e jogar gamão até o vinho acabar ou o sono bater. Aí sim!

Mais fotos no Flickr.

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~ por rocisman em 25/04/2013.

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